Mostrando postagens com marcador Mensagem do Pastor Anderson. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mensagem do Pastor Anderson. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Vida eterna



Mc10. 17-22 
Tema: vida eterna
Verso 17: Bom Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna?
O que você faria para conseguir a vida eterna?  Qual é o sacrifício que faria para obter a vida eterna? Doaria  todos os teus bens para os pobres. Viveria uma vida de reclusão e abstenção de todos os prazeres. Cumpriria 100% os mandamentos de Deus. Faria romarias debaixo de um calor infernal (Círio de Macapá e Belém...)  para agradar um santo e assim obter o favor de Deus.  Enfim, o que você faria para ganhar a vida eterna?
            Esta pergunta angustia, deprime, apavora, incomoda e tira o sono de  milhões e milhões de pessoas. O que devo fazer para consegui a  vida eterna?  A ciência sonha em conseguir a formula da vida eterna, mas o máximo que ela consegue é prolongar esta mísera existência. A ciência nunca poderá dar a vida eterna.  
            Esta mesma pergunta estava angustiando  um jovem que se dirigiu a Jesus. Os evangelistas Mateus e Lucas  acrescentam  que  era um jovem   importante e rico.  Esse jovem possuía “tudo”, mas lhe faltava a riqueza mais importante de um ser humano:  a vida eterna. Muitas pessoas são como aquele jovem possuem  tudo o que alguém pode sonhar viagens no exterior, uma bela mansão, uma bela família, um belo emprego, um casal de cachorro de pedigree ( raça)  saúde, status, festas...mas  mesmo assim são pessoas que vivem angustiadas, vazias pois lhe falta o principal, e que dá sentido a todo o resto -  a vida eterna.
            Esse jovem chega a Jesus pensando que  através de uma vida virtuosa poderá conquistar a vida eterna. A confiança desse jovem estava em sua  lista de  realizações morais.  A segurança desse jovem para obter a vida eterna estava nas suas obras da justiça.
            “ Afinal. Sou um cara bom. Não mato, não cometo adultério, não roubo, não dou falso testemunho contra ninguém, não tiro nada dos outros, respeito meu pai e minha mãe, eu mereço a vida eterno, eu mereço a salvação”.
            Não é assim que a maioria das pessoas pensa.  Quase todas as pessoas pensam que através de uma observação externa dos mandamentos elas merecem a vida eterna.  São pessoas envolvidas  num orgulho farisaico.  São pessoas que externamente cumprem os mandamentos. São pessoas que acham que serão aceitos por Deus no ultimo dia por causa dessa justiça própria, justiça humana,  que a bíblia chama de trapos de imundícia, fralda suja de bebe.
            Jesus havia notado que este jovem estava totalmente satisfeito com sua honradez externa, vista pelas pessoas. Pessoas dessa mentalidade, quando vivem tão descansadas em sua auto-justiça, em suas obras, sempre precisam ser lembradas do cumprimento total e perfeito da lei de Deus. Somente quando a pessoa enxerga através da lei que não consegue cumprir os mandamentos de Deus de forma perfeita, que é pecador, que está perdido e condenado por causa dos seus pecados, poderá   haver arrependimento e assim poderá ser salvo.
            Jesus aponta para a ferida desse jovem  em não cumprir os mandamentos. Jesus olhou para ele com amor e disse.
            - “ Falta mais uma coisa para você fazer: vá, venda tudo o que tem e dê o dinheiro aos pobres e assim você terá riquezas no céu. Depois venha e me siga.”
            O amor desse jovem  pelas riquezas e sua recusa em abandoná-las e seguir a Jesus mostra que ele quebrou o grande mandamento da lei. “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda a tua força."
            Jesus mostrou a ferida para este jovem -  o amor ao dinheiro o impossibilitava de amar a Deus. Esse jovem não havia cumprido o principal dos mandamentos, o primeiro mandamento. Por amar as riquezas mais que Deus esse jovem retirou- se triste da presença de Jesus.
            O evangelho de hoje nos quer  ensinar que o ser humano por meio da sua justiça, a justiça moral não consegue de maneira alguma obter a vida eterna. Através da lei de Deus podemos até cumprir externamente os mandamentos da 2º tabua, mas é impossível para o ser humano caído por suas próprias forças cumprir os mandamentos da 1º tabua que pedem o amor, confiança e fé em Deus acima de todas as coisas. Os Mandamentos são  um espelho que nos mostram nossa podridão, nossa feiúra, nossos pecados. Os mandamentos nos mostram que nós seres humanos estamos doente, somos pecadores e o  quanto precisamos do remédio para curar nossos pecados- esse remédio  é Jesus Cristo- através da sua obra redentora na cruz do calvário  temos perdão, vida e salvação. Através da fé em Cristo, o Espírito nos capacita mesmo de maneira imperfeita, a cumprirmos os mandamentos de Deus. O que é impossível para o ser humano que é amar, confiar e ter fé em Deus, Deus mesmo realiza em nossos corações através do Espírito Santo que vive nos cristãos.
            O apostolo Paulo  antes da sua conversão era um jovem parecido com o jovem do evangelho de  hoje. Acreditava que através da observância da lei Deus o iria justificar, salvar e assim ganharia  a vida eterna. Até que um dia ele caiu por graça de Deus da sua justiça própria e conheceu a Cristo. E ele deve uma mudança radical na sua mentalidade, diz ele em Filipenses que por causa de Cristo considera o passado, sua justiça própria, como lixo, esterco para ganhar uma justiça perfeita e melhor que é a justiça que nos é dado pela fé em Jesus  Cristo. Paulo nos diz: “Eu já não procura mais ser aceito por Deus por causa da minha obediência à lei. Pois agora é por meio da minha fé em Cristo que sou aceito; essa aceitação vem de Deus e se baseia na fé”.  
            Já que é impossível o ser humano através da obediência a lei, das obras, da justiça moral obter a vida eterna, a pergunta que fica como então obtemos a vida eterna? A pergunta está errada, a pergunta não deve ser centrada no ser humano, no que ele faz para ganhar a vida, mas sim em Deus, o que Deus fez e faz para dar a vida eterna ao ser humano. Então,  a pergunta certa deve ser. O que Deus fez para dar a vida eterna ao ser humano? E a resposta é: Porque o amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho Jesus Cristo para que todo aquele que nele Crê não morra, mas tenha a vida eterna e- Quem crê no filho Jesus Cristo tem a vida eterna- eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem ouve as minhas palavras e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não será julgado, mas jê passou da morte para a vida.
            A vida eterna é um presente que Deus dá ao ser humano gratuitamente por meio de Jesus Cristo. A vida eterna não é conquistado por nossos esforços, obras, nossos trapos imundos de  justiça, nossos jejuns, nossos romarias num calor infernal. A vida eterna é graça de Deus. A vida eterna é um presente de Deus. E o que é a vida eterna?  A vida eterna é comunhão com Deus, é paz, alegria, perdão, salvação.  Quem crê em Jesus como seu Senhor e Salvador já tem, hoje, agora, neste exato momento a vida eterna morando em seu ser. Quem Tem Jesus tem a vida eterna. Quem tem a vida eterna já passou da morte para a vida.  Quem tem a vida eterna tem um futuro esperançoso e eterno, onde lhe aguarda o paraíso, lá não haverá mais dor, lagrimas, perdas, despedidas, pois todas essas coisas passaram.
            O que eu faço para ganhar a vida eterna?.... Nada, absolutamente nada porque Deus já fez tudo por você na cruz do calvário para te dar a vida eterna. Arrependa-se dos seus pecados e creia em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador e a vida eterna habitara em você. Em nome de Jesus, a fonte da vida eterna. Amém.
Anderson Rodrigo Henn    Macapá- AP 13/10/2012         

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Divórcio e Casamento



Marcos 10.2-16
Tema: Divórcio e  casamento
Falarmos em permanecer juntos, fiéis um ao outro até  que a morte os separe, nos dias atuais, parece ser cada vez mais difícil. O individualismo, a banalização da família, o egoísmo, o materialismo, consumismo, o sexo antes do casamento,  promiscuidade,  tudo isso trabalho contra o propósito de Deus para o homem e a mulher de viverem juntos felizes no casamento até que a morte os separe.  As estatísticas em todo o mundo apontam para um crescente número de divórcios. Na Inglaterra, por exemplo, o número de casais que se divorcia, após um segundo casamento, ultrapassa aos 50%. Seria este um mal da modernidade? Estamos nós cristãos livres deste problema?
A prova que este não é um mal dos tempos atuais é o próprio texto de Marcos. Já no tempo de Jesus, e mesmo antes dele, no tempo de Moisés, o divórcio se fazia presente nas diferentes sociedades e mesmo no meio do povo de Deus. Nós como povo de Deus não estamos infelizmente, livres deste problema, tampouco as famílias pastorais.. O que  fazer? Podemos nós concordar com o divórcio? Nossa igreja apóia o divórcio? Porque casais se divorciam?
Comecemos por esta última pergunta. Se fizermos um rápido levantamento, veremos que as respostas para esta pergunta poderão ser as seguintes: “acabou o amor”, incompatibilidade de gênios”, “ele/ela não me entende”, “ele/ela mudou muito”, etc. Seriam estas as verdadeiras razões para que os divórcios aconteçam? Haveria, porventura, uma razão maior, mais forte e real para que os divórcios aconteçam?
Analisemos o texto de Mt 10.2-12. Neste texto, alguns fariseus queriam pôr Jesus a prova e por isso o “experimentaram” sobre a possibilidade ou não de haver divórcios.  (Vale lembrar que havia em Israel um  grupo de estudiosos que acreditava que o divórcio poderia ser requerido sob qualquer motiv, e outro grupo que acreditava que somente em caso de adultério. Os dois grupos só abriam a possibilidade do homem dar carta de divórcio. Em hipótese alguma a mulher tinha este direito).
Jesus se reporta a dois  ensinamentos do Antigo Testamento. Em primeiro lugar ao fato de que Moisés havia permitido dar carta de divórcio em caso de adultério. Ao mesmo tempo Jesus  chama a atenção dos fariseus que havia no AT um outro ensinamento, mais importante do que o divórcio: a instituição do casamento (vers. 6-9- Mas no começo, quando foram criadas todas as coisas, foi dito: “Deus os fez homem e mulher. Por isso o homem deixa seu pai e sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa”. Assim, já não são duas pessoas, mas uma só. Portanto, que ninguém separe o que Deus uniu  ). Jesus aponta que o divórcio foi apenas uma permissão, uma exceção a regra que é o casamento. A queda do ser humano em pecado afetou  tudo, também o casamento, mas  acima tudo a vontade de Deus sempre foi e sempre será o casamento indissolúvel, enquanto ambos viverem.
O Salvador chama a atenção  que a exceção do divórcio foi permitida por Deus em algumas situações, não para que se tornasse regra ou uma possibilidade que está sempre diante de nós. Mas foi permitida, em alguns casos, visando auxiliar o ser humano que se deixa levar pelo pecado, que no momento não tem forças para resistir e reconciliar-se, reiniciar de novo sua vida matrimonial. Deus permite esta possibilidade para que um casal que está se deixando dominar pelo pecado, talvez não caia em mais pecados ainda permanecendo juntos e destruindo-se mutuamente.
Contudo, assim como alguns podem pecar ainda mais se continuarem juntos, assim também a separação não é meramente por incompatibilidade, incompreensão, falta de amor, mas sim, com já foi dito, pelo domínio do pecado em suas vidas, que chegou ao ponto de não conseguir conviver com alguém livremente escolhido e a quem prometeu, perante Deus, de viver ao seu lado durante toda a vida. Sendo assim, o divórcio é pecado. Pecado que pode levar a condenação eterna, se não houver arrependimento sincero.
Assim como divórcio é pecado , também é pecado  o iniciar  um casamento  mesmo já antevendo  a possibilidade  de um divórcio, como também é pecado acreditar que o divórcio é uma possibilidade ao qual qualquer um pode recorrer livremente ou eu poderia desejar para alguma outra pessoa.
Assim como outros pecados, o divórcio também é perdoado por Deus quando confessado e solicitado o perdão,  ao mesmo tempo que se pede perdão para o ex-conjuge.
Se até agora falamos apenas em separação e divórcio, muito mais devemos falar em casamento e continuidade do mesmo. Talvez muitos se separem por que não “investem” no casamento tudo que poderiam.
            Todos os dias vemos pessoas fazendo enormes sacrifícios para comprar uma casa, para comprar um carro, para cursar uma faculdade, fazer mestrado e outros tantos motivos. Se dedicassem o mesmo esforço para manterem  a vida matrimonial através de uma renovação no amor, tentando ver o que o outro precisa, buscando agradar o conjuge, buscando resolver os problemas de forma correta, recorrendo a conselheiros idôneos, capacitados, recorrendo ao pastor, a casais com maior experiência, mais casais encontrarão apoio e forças para seu matrimônio. Acima de tudo, mais casais poderão ser felizes.
            A vontade de Deus é que o homem e mulher sejam  felizes no seu casamento. A vontade de Deus é que o casamento seja uma pequena amostra antecipada do céu .  Mesmo depois da queda Deus continua abençoando o matrimonio. É Deus quem institui o casamento. É Deus quem une homem e mulher no casamento criando  o milagre do amor conjugal no coraação de um homem e mulher. O amor de um homem e mulher é o vinculo mais forte do que aquele que existe entre pais e filhos. “ Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se une aà sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”. Trata-se da união de duas metades que se completam é  como que coladas, formam uma unidade completa.
            Homem e mulher, mesmo imperfeitos, sim, pecadores, como discípulos de Jesus, seguem o mestre; olham para a cruz. Na cruz eles  vivem, respiram e caminham sob o perdão de Cristo, e neste perdão dado através da Palavra e Santa Ceia são capacitados a perdoarem os erros um do outro, amparam-se e ajudam- se mutuamente para que possam viver juntos e serem felizes até que a morte os separe.       
            E aqueles que tiverem a infelicidade de passarem por uma separação ou divorcia, Deus em sua graça os perdoa e quer curar suas  cicatrizes da alma e restaurar suas vidas.  Pois Deus não rejeita um coração que lamenta e chora pelos seus pecados e dores.
            Em nome de Jesus que honra o casamento e  que nos diz em sua Palavra em Hebreus 13.4 “que o casamento seja respeitado por todos, e que os maridos e esposas sejam fiéis um ao outro.” Amém

Adaptado         Culto 06/10/2012

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O amor de Deus não seleciona pessoas



João 3.1-17
Tema: O amor de Deus não seleciona pessoas

        Vocês já devem ter ouvido falar  à respeito de Charles Darwin. Ele foi um Biólogo que  desenvolveu a teoria da seleção natural. Dizia ele que o homem evolui, e que nesta evolução os mais fortes sobreviviam, e os fracos seriam eliminados.
            A partir de Darwin, surgiram várias outras filosofias sociais que chegam a afirmar que as pessoas que não têm condições de contribuir para o crescimento da sociedade deveriam ser mortas, pois estes são um estorvo para o crescimento da sociedade. Estas filosofias procuram selecionar os melhores, os mais fortes e os mais aptos. Porém, para Deus não há seleção e distinção de pessoas, pois todos igualmente pecaram e todos igualmente necessitam da graça, do perdão, da salvação e do amor de Deus.
             O amor de Deus não é por seleção, caso fosse, absolutamente ninguém mereceria, ao contrário, todos mereceríamos a condenação, a ira de Deus e o inferno. Mas, por amor Deus nos salva, ama, acolhe e perdoa  por meio de Jesus Cristo. E é este o tema que queremos destacar na mensagem de hoje “o amor de Deus  não seleciona pessoas, mas, é para  Todos”. E, a partir deste tema queremos destacar o famoso Jo 3.16, “Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna”. Este versículo sintetiza toda a mensagem salvífica cristã.
             Para  entendermos  esse versículo, devemos olhar no início do capítulo 3, onde nos é apresentado Nicodemos. Quem é Nicodemos? Nicodemos era um dos lideres do Partido dos Fariseus. O grupo dos Fariseus se distinguia por seu Zelo à Lei mosaica. Os fariseus eram uma espécie “Darwinismo espiritual”, ou seja, um grupo separado ou selecionado que supostamente praticava a Lei “perfeitamente”. Eles tinham grande influência sobre o povo por sua fama de observância à lei e sua religiosidade.
          E este homem, Nicodemos, foi à noite conversar com Jesus. Durante a conversa com Jesus, Nicodemos fica confuso.  Jesus lança abaixo todos os pressupostos de Nicodemos. Jesus mostra a Nicodemos que o ser humano através da lei não consegue chegar a Deus e ser salvo, mas é Deus quem desce para salvar o ser humano, enviando seu Filho Jesus Cristo para salvar os seres humanos.
              Será que ainda existem grupos como dos fariseus? Quem são esses grupos? Como eles pensam?
           Grupos como dos Fariseus ainda existem hoje. São seitas que pregam um tipo de “Darwinismo espiritual”.  São seitas, grupos, pseudo igrejas  que buscam a salvação através de obras, de regras, de leis. Conforme o pensamento destas seitas quanto mais obras, mais méritos, mais jejuns, promessas, sacrifícios, mais doações de dinheiro,  mais terão o favor de Deus. As pessoas que seguem essas seitas querem comprar Deus, barganhar com Ele, acham que com suas obras fúteis, seu dinheiro, suas  ações hipócritas podem conseguir o favor de Deus. Porém, não é assim que nós nos relacionamos com o único e verdadeiro Deus revelado em Jesus Cristo. Nosso relacionamento com Deus tem como  fundamento, somente a graça. O que é graça? Graça é favor imerecido de Deus para conosco, tudo vem de Deus gratuitamente a nós, a vida, o novo nascimento, a salvação. E  nós apenas respondemos a esta graça de Deus  com gratidão e louvor  a Ele pelo amor incondicional e imerecido que recebemos diariamente e  abundantemente dEle.   
            Enquanto que as religiões dos homens estão centradas em suas obras, méritos e barganhas, a religião cristã está centralizada na graça de Deus,  naquilo que Deus fez para salvar a humanidade do pecado, morte  e diabo através da morte de Jesus na cruz do calvário e sua gloriosa ressurreição. Enquanto que as seitas e falsas igrejas  procuram  selecionar as pessoas, uma espécie de “Darwinismo espiritual”, através de suas virtudes, obras, caridades,  a igreja de Cristo é uma sociedade sem classe e seleção, é para todos os povos, raças, línguas e nações. Deus por meio da cruz de Cristo nos acolheu, amor, perdoou e salvou sem merecimento nosso.
                No entanto, muitas vezes insistimos em pôr elementos farisaicos no meio da igreja, para entrar na igreja exigisse-se uma série de pré-requisitos, ter um bom histórico, ter um bom nome em meio à sociedade. E assim transformam a igreja num círculo fechado e farisaico.
           Assim muitas pessoas pela condição que se encontram, sentem-se excluída de forma sutil e mascarada dentro da própria igreja. São pessoas com  vidas angustiadas, são drogados, prostitutas, pobres, enfim, pessoas de má fama. Pessoas que querem consolo, que querem um rumo, que querem um futuro, que querem paz para sua consciência pesada, querem  perdão,  querem um amor verdadeiro que somente Cristo pode dar.
            Como igreja, o que nós temos a oferecer a essas pessoas? Nós temos a maior e mais consoladora mensagem do mundo, nós temos o Evangelho, que fala do amor de Deus por cada um de nós, um amor infinito, um amor sem igual, um amor que oferece perdão dos pecados, dignidade, paz e salvação. Um amor que acolheu a cada um de nós, pecadores perdidos e condenados, e que nos fez novas criaturas, tudo isso por graça de Deus.
             Quando Cristo estava aqui na terra ele atraia os pecadores. Os fariseus o acusaram de ser comilão e amigo de pecadores. Uma prostituta, pobre, leproso, doente, ladrão, enfim, todos os que viviam nos cantos, excluídos pela religião hipócrita dos fariseus, sentiam-se atraídos por um amor divino que brotava de Cristo. Cristo é puro amor, e neste amor essas pessoas recebiam ajuda, consolo, ânimo, perdão dos seus pecados. O amor de Cristo   transformava  essas pessoas em novas criaturas.
              Hoje, o amor de Cristo está agindo através de sua igreja, ou seja, de cada um que foi seduzido e atraído pelo amor de Cristo. E através desse amor de Cristo somos capacitados a amar o próximo, um  amor sem exclusão, sem classe social, racial, nível educacional, enfim, um amor sem seleção.
                 Assim como é o amor de Deus pelo mundo:  “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que seu Filho unigênito, para que todo que nele crê não pereça, mas tenha  a vida eterna”. A palavra “mundo” aqui quer dizer toda a humanidade. Deus quer salvar o mundo todo! O amor de Deus é estendido a todas as pessoas!. A oportunidade está aberta a todos! Não há seleção para receber o amor de Deus, mas somente os que crerem em Cristo usufruirão da salvação que Deus oferece. Não há margem, portanto dentro da igreja, para um “darwinismo espiritual”, ou seja, auto- salvação idéia tão defendida e propagada pela grande maioria das religiões e filosofias de vida, que trabalham o conceito de mérito e seleção.
            Isso nos deve levar ao exemplo de nossa metodologia.  Será que através de nossas atitudes estamos atraindo todos a nossa igreja? Será que as pessoas que são rejeitadas pela sociedade sentem-se bem, acolhidas e amadas entre nosso meio? Será que estamos sendo a igreja de Cristo para Todos?
           Meus irmãos!  Graças ao nosso bondoso Deus, que não seleciona pessoas, mas acolhe-as e salva-as, por meio de Jesus Cristo. Este Deus não olhou para nós procurando alguma coisa boa que tivéssemos, mas simplesmente por meio de Jesus nos aceitou, acolheu, amou e salvou assim como somos, cheios de pecados, feiúras e imperfeições. Do mesmo modo que Deus olha para nós por meio de Cristo Jesus, olhemos para as pessoas ao nosso redor, não procurando alguma qualidade, mas simplesmente amando e acolhendo. Assim verão o amor de Deus através de nós. E neste amor serão transformadas em novas criaturas. Pois o amor de Deus é a coisa mais forte que alguém pode experimentar neste mundo, e quem experimentou esse amor não permanece o mesmo. Em nome de Jesus que nos ama, amém.


Pr. Anderson R. Henn                Macapá- AP     03/06/2012



quinta-feira, 24 de maio de 2012


Mensagem para o culto do dia das mães

Oséias 11. 1-9
Tema: Jesus é a encarnação do perfeito amor de Deus

No culto de hoje queremos homenagear essa figura tão linda que é a mãe.  A figura da mãe   representa  amor, carinho, cuidado, exemplo,  educação, sacrifício. Ao falarmos sobre o amor de mãe devemos lembrar acima de tudo, sobre o amor maior e perfeito do nosso Pai celestial, que se revelou em plenitude na pessoa de Jesus. Nesse amor de Deus somos capacitados a amar o próximo, mesmo de maneira imperfeita. 
         E o texto de Oséias que acabei de ler, nos fala desse amor maior e perfeito. Um amor que ultrapassa toda lógica humana. O profeta  nos  fala do grande amor de Deus pelo seu povo. Quem é esse povo? É um povo ingrato e desobediente que não reconhece esse amor, um povo que despreza esse amor, que rejeita o amor de Deus. Mas apesar de tudo isso, a última palavra de Deus não é castigo e destruição, mas é amor e salvação.
            Através de comparações, Oséias descreve o amor de Deus pelo seu povo. Usando figuras de uma mãe e pai que cuida, ensina  andar, segura em seus braços, dá papa para o seu filho.  A comparação  é apenas uma maneira de tentar mostrar o amor de Deus, pois ela é incompleta e imperfeita diante do amor de Deus, pois Deus é muito mais do que o mais perfeito dos pais humanos. 
            Deus se utiliza destas imagens paternas e maternas  para tentar atrair o seu povo, seus filhos de volta ao aconchego do lar. Uns filhos que, quanto mais a mãe  os chamava, mais teimosos e rebeldes ficavam. Israel e judá, que são retratos aqui como filhos rebeldes, tinham cometido vários pecados: 1) Em vez de adorarem o Senhor, o seu Deus, eles passaram a adorar os deuses da fertilidade, porque pensavam que esses deuses lhe dariam terras frutíferas e animais férteis. 2) em vez de dependerem do Senhor para salvá-los dos seus inimigos, eles foram buscar a ajuda dos países mais fortes, especialmente o Egito e a Assíria.
            O pecado do povo de Israel foi o de não confiar e buscar a ajuda somente em seu Deus. Deus estava disposto a ajudá-los assim como um pai ou mãe quer ajudar seu filho, mas Israel se mostrou um filho  rebelde e buscou ajuda em outros povos e em ídolos. Quanto mais Deus os chamava mais eles se afastavam dEle. 
Assim como  Deus chamou com laços de amor o povo de Israel para perto de si, Deus continua chamando hoje, a todas as pessoas com laços de amor por meio de Jesus Cristo para serem seus filhos e herdeiros da salvação. O Chamado de Deus para cada pessoa é este:  EU, E SOMENTE EU, QUERO SER O SEU DEUS. EU QUERO   CUIDAR DA SUA VIDA. EU QUERO TE PROTEGER. EU QUERO TE DAR PERDÃO DOS PECADOS, VERDADEIRA VIDA E SALVAÇÃO.
De maneira genial  Lutero escreveu no Catecismo maior: O que te falta em matéria de coisas boas, espera-o de mim e procura-o junto a mim, e se sofres perdas e angústias, arrasta-te para junto de mim e apega-te comigo. Eu, eu te quero dar o suficiente e livrar-te de todo aperto. Tão só não prendas a nenhum outro o coração, nem o deixes em outro descansar.
            Ou seja, Deus quer que você confie e creia nEle acima de todas as coisas,  e que espere todo o bem somente em Deus, e que você deve refugiar-se nas dificuldades e aflições, somente em Deus.
Este era o pecado de Israel, eles não confiavam em Deus, eles foram rebeldes, teimosos, não buscaram ajuda de Deus.  Oséias expõe esta rebeldia de Israel de forma chocante, mas acima de tudo, Oséias fala do amor de Deus de forma maravilhosa. Alguém disse que Oséias expõe o coração de Deus, pois a mensagem deste livro é que Deus ama o seu povo com amor que não tem fim. Neste livro Deus é retratato como um marido dedicado, que vai atrás de sua esposa infiel, prostituta e adúltera; é como um pai ou mãe, que nunca abandona o filho, por mais rebelde que ele seja. Em todo o AT, estas são as mais eloquentes passagens a respeito do amor de Deus pelo seu povo. Esse perfeito amor proclamado por Oséias se fez carne em Jesus. Se Oséias expõe o coração de Deus, Jesus é encarnação deste coração. 
            A encarnação de  Jesus é algo inexplicável. Paulo diz que os anjos anelam entender este mistério que Deus ama perdidamente o ser humano. O Deus todo poderoso, o criador do universo, ama esta criatura chamado ser humano,   a tal ponto de se humilhar, se tornar um ser humano,   morrer e ressuscitar para que pudéssemos viver em sua comunhão. Oséias usou imagens fantásticas para retratar este amor de Deus, mas em Jesus este amor  se torna realidade concreta, este amor se torna sangue, suor, sacrifício por amor a você. Este é o amor maior!!!  Nosso Deus em Cristo tem ferimentos porque ele ama você. Existe outro Deus que tem ferimentos? Existe outro Deus que tem ferimentos por amor a você? Não....Alguém disse certa vez se referindo a Jesus o Deus-homem, o único e verdadeiro Deus “Os outros deuses eram fortes; mas tu eras fraco; eles foram de carruagem, mas tu fostes tropeçando ao trono; mas aos nossos ferimentos só os ferimentos de Deus podem falar, e nenhum deus tem ferimentos, a não ser tu, Senhor Jesus.  
            Irmãos e Irmãs! Deus chamou  Israel ao arrependimento. Deus chamou Israel  para que voltassem a Ele. Deus continua chamando hoje com laços de amor  as pessoas através do evangelho vivo e poderoso a se arrependerem dos seus pecados e  aceitarem o grande  amor de Deus revelado em Jesus Cristo na cruz do Calvário. Na cruz está a salvação de todo ser humano. Rejeitar a cruz é rejeitar a Deus e o seu amor. Aceitar pelo poder do Espírito Santo a Cruz de Cristo é receber seu perdão, sua salvação, vida eterna e comunhão com Deus.
            Para finalizar uma palavra aos pais, mães e aqueles que educam. Muitas vezes queremos dar a melhor roupa, escola e educação para os filhos, isso é bom, mas não é o principal. O principal legado que vocês mães  podem deixar aos seus filhos é ensinar desde pequeno o grande amor de Deus que se encarnou em Cristo, é contar historias bíblicas, ensinar músicas que falam de Jesus,  ensinar os filhos o quanto Deus nos ama a tal ponto de morrer na cruz,  isto que é o principal, e é o que Deus espera de vocês pais e mães.  Deus irá prestar contas sobre isso. Ensinar a criança o amor de Deus é  a melhor herança que vocês podem deixar aos seus filhos, e eles lhe serão eternamente gratos.  Que bom seria se  todas as crianças pudessem aprender deste  pequeno de suas mães e pais, que  Deus é amor, e que Deus amou a humanidade de tal forma que deu o seu filho para salvar as pessoas. Amém.

 Pr. Anderson R. Henn      Macapá. AP